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7 dicas para controlar o vício em tela de crianças

Por Mariane Paula, psicóloga infantojuvenil · CRP 06/176447
Atualizado em · 4 min de leitura

Ilustração de um celular com um relógio na tela, ao lado de uma lua, de um livro aberto e de uma bola

Controlar o tempo de tela de crianças e adolescentes pode ser desafiador, mas com equilíbrio e estratégias adequadas é possível reduzir o impacto negativo da tecnologia. Aqui estão sete dicas para ajudar a lidar com o vício em tela em casa.

Em poucas palavras

  • Combine limites claros, de acordo com a idade.
  • Crie espaços e horários sem telas.
  • Ofereça alternativas que realmente interessem à criança.
  • Dê o exemplo: as crianças tendem a imitar os adultos.

1. Defina limites de tempo

Estabeleça regras claras sobre o uso de telas, como um máximo de horas por dia e horários específicos para desligar os dispositivos (por exemplo, antes de dormir). Uma boa referência são as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria:

Gráfico de tempo de tela por idade: sem telas até 2 anos; 1 hora de 2 a 5 anos; 1 a 2 horas de 6 a 10 anos; 2 a 3 horas de 11 a 18 anos
Limites diários indicados pela SBP na atualização de 2024.
  • Até 2 anos: sem telas, nem passivamente.
  • De 2 a 5 anos: 1 hora por dia, com supervisão.
  • De 6 a 10 anos: de 1 a 2 horas por dia, no máximo, sempre com supervisão.
  • De 11 a 18 anos: de 2 a 3 horas por dia, sem “virar a noite”.

A Organização Mundial da Saúde tem diretrizes para menores de 5 anos que vão na mesma direção: não recomenda tempo de tela sedentário para crianças de 1 ano e indica no máximo 1 hora por dia dos 2 aos 4 anos.

2. Crie zonas livres de telas

Defina espaços em que os eletrônicos não são permitidos, como o quarto antes de dormir ou a mesa durante as refeições. Isso ajuda a melhorar a qualidade do sono e a interação familiar.

3. Ofereça alternativas saudáveis

Estimule brincadeiras ao ar livre, esportes, leitura, jogos de tabuleiro e outras atividades sem telas. Quanto mais envolventes forem essas opções, menor será a vontade de recorrer aos eletrônicos. Veja sugestões de brincadeiras educativas para cada idade.

4. Dê o exemplo

Se os pais ou responsáveis passam muito tempo no celular ou assistindo à TV, as crianças tendem a imitar esse comportamento. Demonstre equilíbrio no uso da tecnologia e promova momentos sem telas em família.

5. Use a tecnologia a favor

Configure controles parentais para limitar o acesso a conteúdos inapropriados e estabeleça horários automáticos para o desligamento de aplicativos ou do Wi-Fi.

6. Promova diálogos sobre riscos e benefícios

Explique, de forma adequada à idade, os perigos do uso excessivo de telas, como problemas de visão, sedentarismo e impactos na saúde mental. Ao mesmo tempo, ensine o uso consciente e produtivo da tecnologia. Se quiser se aprofundar, leia sobre os efeitos do uso excessivo de telas na infância.

7. Proponha desafios e recompensas

Crie desafios divertidos, como um dia sem telas ou um jogo que premia quem passar mais tempo em atividades offline. Pequenas recompensas podem motivar a mudança de hábitos.

Se a criança reagir com choro ou irritação quando a tela for desligada, mantenha o combinado com calma. Estas orientações sobre como lidar com birras podem ajudar nesse momento.

Com paciência e consistência, é possível reduzir o vício em telas e incentivar um uso mais equilibrado da tecnologia.

Perguntas frequentes

Qual é o tempo de tela recomendado para cada idade?

A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta: nenhuma tela até 2 anos; 1 hora por dia dos 2 aos 5 anos; de 1 a 2 horas por dia dos 6 aos 10 anos; e de 2 a 3 horas por dia dos 11 aos 18 anos, sem virar a noite.

Como tirar a tela sem que a criança fique ociosa?

Ofereça alternativas envolventes, como brincadeiras ao ar livre, esportes, leitura e jogos de tabuleiro, dentro de uma rotina combinada com a família.

Controle parental resolve sozinho?

Não. As ferramentas ajudam a limitar conteúdos e horários, mas funcionam melhor junto com diálogo, regras claras e o exemplo dos adultos.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação profissional. Cada criança e cada família têm a sua história.

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